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Em Busca da Motivação Perdida

“Quem tem um porquê para viver, pode enfrentar todos os ‘comos’” – Nietzsche

Muito se fala em motivação e a maioria das pessoas ainda continua “em busca da motivação perdida”, sem saber que para se sentir motivado é preciso saber para onde está indo. Quem não tem metas, acaba não vendo razão para fazer as coisas. Motivação vem de “motivo”. Qual o motivo pelo qual você faz o que faz? Se a resposta não lhe agrada ou você não sabe responder, você não se sentirá motivado.

E isso não tem necessariamente a ver com um trabalho cheio de desafios e novidades. A motivação nasce quando você sente que o que faz tem sentido e você gosta do que está fazendo. O seu grau de motivação para continuar progredindo determina o grau de realização das metas que você estabelece na vida.

O contrário também é verdadeiro: quanto mais metas você tiver – inclusive objetivos de longo prazo –, mais motivado você estará para conquistá-las, simplesmente porque são as suas metas, os seus sonhos. Quando temos que nos esforçar para realizar metas estabelecidas pelos outros, é comum a desmotivação se instalar a não ser que essas metas “externas” façam parte da concretização de uma meta “interna” – como disse Peter Drucker, os seus valores e os da empresa devem ser compatíveis, do contrário você se sentirá desmotivado. Claro! Por que você vai dar o melhor de si para atingir metas que para você não fazem o menor sentido?

Esse é um dos principais motivos da desmotivação em nossa sociedade. Muitas pessoas sem opção de escolha de emprego, acabam aceitando qualquer coisa só para garantir o próprio sustento. Vivem com o peso de terem que realizar algo cujo sentido não lhes interessa. Às vezes, os outros ditam o que você quer e o que deve fazer e, a princípio, você pode aderir aos seus planos, mas se não tiver seus próprios motivos de estímulo, perde o interesse em alcançar a meta.

Mas será que tem que ser assim? Será que temos que aceitar um destino imposto pela vida e não há outra escolha? A história nos mostra que não. Há inúmeros casos de pessoas que saíram de uma condição muito inferior aos padrões da sociedade e conseguiram ser bem sucedidas. São essas pessoas que tinham um sonho e acreditavam nele, possuíam objetivos de longo prazo e, conseqüentemente, sempre estavam motivadas, enquanto as pessoas que não conseguiram são as que mantinham a mente somente no presente. Não tinham metas, não tinham sonhos, eram pessimistas com relação ao futuro e tinham uma postura reativa diante da vida – esperavam que algo externo resolvesse seus problemas, não admitiam uma atitude ousada para melhorar o futuro, pois temiam que ”alguma coisa pudesse dar errado”. Essas pessoas estavam sempre desmotivadas, reclamando da má sorte, do governo, da vida ingrata… A própria história se encarrega de nos mostrar que os objetivos pessoais são os grandes responsáveis pelo sucesso e pela motivação.

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Fran Christy
é formada em administração de empresas com especialização em planejamento estratégico. Fran vive em Seattle, EUA e escreve sobre desenvolvimento pessoal, produtividade e estratégias de vida.

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Comentários

2 Comentários para “Em Busca da Motivação Perdida”
  1. Virgínia disse:

    Prezada senhora,
    Boa Tarde !

    De qual obra do Nietzsche foi tirada a citação: quem tem um porquê para vivar, suporta quase qualquer como,
    que a sra cita ?
    Muito obrigada.
    Virgínia

    • Editor disse:

      Olá Virgínia,

      É uma das frases mais famosas do Nietzsche, as pessoas simplesmente a repetem. Se você descobrir a obra (ou se foi realmente uma frase retirada de um dos livros dele e não simplesmente algo que ele “disse”) por favor nos informe!

      Marcos Santana – Editor

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